Sonoridade

(Já) Era do rádio

Publicado por Culturando em Abr 12, 2009, em Sem categoria

A decepção bateu à nossa porta.

Sempre gostei de rádio. Acho rádio uma coisa essencial na vida das pessoas. Mesmo considerando o mundo informatizado em que vivemos.

Afinal, diante da nossa correria de todos os dias, sempre a gente encontra um tempinho para ouvir a rádio favorita. Seja no carro, em casa ou no horário do serviço.

Sou de uma época em que o rádio tinha uma importância no público jovem. Era ela quem ditava as regras de como se vestir, de como pensar, do que escutar…

Enfim,  na época dos walkmans e das fitas, não tinha uma pessoa que não estava com um deles colado nos ouvidos.

As rádios atendiam a todos os gostos. Isso era uma realidade. Nesta época, existiam milhares de rádios, cada uma com o seu segmento e cabia a cada um escolher o que melhor lhe agradava.

Sempre gostei de Rock e me lembro que nesta época o que não faltava eram as rádios Rock.

Tínhamos a 89, a 97 e a Brasil 2000. Outras dividiam seus espaços com vários gêneros musicais, mas estas três se dedicavam de corpo e alma ao Rock e eram as salvações para quem buscava uma fuga das demais.

Mas a coisa mudou e o dinheiro falou mais alto.

Ok… Concordo que uma empresa precisa viver, precisa pagar seus salários e se manter viva, mas acho que os motivos que levaram ao fim estas rádios estão muito além disso.

A questão é grana! Muita grana. Ganância mesmo!

Comércio. O grande vilão, isto é, o assassino das rádios foi o comércio. A venda das músicas enlatadas, dos Tchans da vida, garrafas e suas boquinhas doidas espalhadas pelo pais.

A porcaria falou mais alto e já não se sustentava mais se dedicar a um segmento somente.

Nas rádios que citei isso aconteceu de forma clara e dolorosa. Primeiro foi a 97 que era uma baita rádio e que de um dia para o outro passou a vender as porcarias que a gente iria acompanhar por muito tempo. Depois, veio a 89, que na minha opinião entrou na metade dos anos 90 tropeçando no comércio barato das bandinhas de (pasmem!) Rock que achavam que estavam apavorando mas que acabaram mostrando um lado negro e sombrio da música.

Por conta disso, muitas bandas foram jogadas para escanteio. Bandas boas que deram espaço para a violência desnecessária, vulgaridades, sexo e comércio.

Enfim, a 89, claro, também não agüentou o tranco e se rendeu aos enlatados.

Restava a Brasil 2000. Uma rádio que sempre teve uma imagem alternativa, sem muito comprometimento com o comércio. Enquanto se tocava por aí o lado A dos discos, a Brasil tocava o lado B.

Ela foi a porta de entrada de bandas não tão conhecidas, porém boas. Fazia o papel da rádio democrática onde todos tinham sua chance de mostrar seus trabalhos.

Porém isso acabou. Infelizmente a Brasil 2000 encerrou a sua grade Rock e agora se rendeu ao comércio de qualquer tipo de música. Pode ser que um dia desses a gente escute um Axézinho rolando ou quem sabe um sertanejo daqueles, isso sem contar com as músicas de novela, né?

O que nos restas hoje é a Kiss FM, destinada integralmente ao Rock mais clássico.

Mas aí vai a pergunta:  

Até quando?

2 Comentários mais...

Para inglês ver

Publicado por Culturando em Mar 18, 2009, em Sem categoria

Esta semana foi divulgada a notícia de que a banda pop Pet Shop Boys escreveu uma música em homenagem ao brasileiro Jean Charles de Menezes, assassinado em julho de 2005 em uma estação do metrô de Londres.

Intitulada de “We’re all criminals now” (Somos todos criminoso agora) a música narra a morte do brasileiro no Metrô de Londres e tem um trecho, ao meu ver bem provocativo, que cita o seguinte: 
“Peguei o ônibus para a estação/ Música tocando na minha cabeça/ Corri para pegar o Metrô/ a polícia atira e mata alguém”.
Não escutei a música ainda mas conhecendo o trabalho da banda,  acredito que se trata de uma agulha embaixo da unha do sistema inglês de lhe dar com esta situação de terrorismo e que está em todas as partes espalhadas pelo mundo.
Espero que esta música seja a “azia”que estava faltando para o geverno inglês depois se tocar do erro cometido neste trágico episódio.

Um pouco de história:
Formada no início da década de 80 por Neil Tennant e Chris Lowe a banda sempre marcou época sendo responsáveis pelo crescimento da música pop na Inglaterra e no mundo.
Com letras fortes e muitas vezes colocando em dúvida o sistema, a banda foi criando seu espaço como poucos e hoje se torna referência para muita gente.
Seus maiores sucessos foram: West end Girls, Domino Dancing, It’s a sin, Always on my mind e Go West, sendo estas últimas versões de Elvis e Village People, respectivamente.
Estiveram no Brasil por três vezes. A primeira em 1994 com a turnê Discovery, uma participação no Tim festival de 2004, realizado em São Paulo e em 2007 com a turnê Fundamental.

Dica do dia:
Vale a pena os seguintes discos do pet Shop Boys: Please de 1986, Actually de 1987, Introspective de 1988, Behaviour de 1990, very de 1993 e Bilingual de 1996.
1 Comentário mais...

One hit only

Publicado por Culturando em Mar 09, 2009, em Sem categoria

Hoje vou começar dando a dica do dia, que geralmente eu coloco no final de cada post.

Para quem tem TV a cabo vale a pena dar uma olhada no canal VH1. Um canal destinado à cultura pop de uma forma geral, mas que tem como carro chefe seus programas de clips e mais precisamente para o VH1 clássicos.
Este programa concentra uma série de clips muito antigos, entre as décadas de 70, 80 e até 90 e o bacana é que se incluem vídeos nacionais, geralmente esquecidos.
E uma coisa que percebi é que muitas bandas se limitaram a um sucesso somente. Mas aquele sucesso que valeria por todos os trabalhos já feitos pela banda tendo em vista o ataque massante da mídia em encher nosso ouvidos daquela determinada música.
A década de 80 é repleta disso. Só de músicas nacionais temos milhões de exemplos. Vamos a alguns:
Magazine: banda do glorioso Kid Vinil e que somente fez sucesso com a música “Eu sou boy” e “Tic tic nervoso” e ainda encaixou a música “Comeu”de Caetano Veloso e que foi tema principal da novela A gata comeu.
Egotrip. Boa banda  do ano de 1987 e que teve seu fim após a morte do baterista, Pedro Gil, filho do Gilberto e que fez sucesso com a música “Viagem ao fundo do ego”.
Heróis da resistência: Depois do “piti”do Leone com a Paula Toller, o injuriado formou a banda e emplacou a música “Só pro meu prazer” Nome egoista, não?
Dr. Silvana & Cia: Estava em todos os programas do Chacrinha e cantou até furar o disco a música “Serão extra”
Anbsynto: Que bandinha… Liderada pelo Silvinho e que em 1985 encheu nossas cabeças com um chororo de dor de cotovelo no coitado do Ursinho Blau Blau. Cá entre nós, chorar as pitangas para um urso de pelúcia… 
Grafite: Banda que vinha na onda da Blitz, new wave puro e que tinha um problema sério com a “Mamma Maria”.
Quanto aos gringos, temos:
Gazebo com “I like Chopin”, Housemartins com “Build”, vulgo melô do papel, Sandra com “I’ll never be (Maria Magdalena)” Desireless com “Voyage Voyage” e mais um monte de gente…

Diante disso, acredito que perdemos muitas coisas. Trabalhos dessas bandas (algumas, ok?) que de fato teriam algo a acrescentar ao mundo da música ficaram perdidas, ou quem sabe,  ficaram nas suas terras fazendo o sucesso merecido, como temos vários exemplos espalhados por aí.
Hoje existe o Silvinho Blau Blau (essa relação com esse urso…) e o baixista do Housemartins nada mais é que o famoso Fatboy Slim.
Mas tenho que fazer aqui um andendo e justificar uma banda que entra neste exército de um hit só mas que para mim somente não deu certo devido ao trágico fim do cabeça da banda.
Falo da banda Gang 90 & absurdettes que acabou lançando coisas legais e que, como eu disse, não foram levadas adiante devido a morte, misteriosa, de Julio Barroso, lider e letrista da banda.

Para manter a tradição, mais uma dica do dia: Tente achar qualquer dessas bandas de um hit só e curta até enjoar novamente. Se não encontrar, vai chorar pro ursinho Blau Blau…

Enquanto isso, vejam as fotos:

Dr. Silvana

   
Egotrip

Magazine

Housemartins

Deixe um Comentário mais...

Nostalgia pura

Publicado por Culturando em Fev 14, 2009, em Sem categoria

Uma coisa que me marcou bastante e que acredito que tenha marcado muita gente com a mesma faixa de idade que eu, foi o House que hoje é conhecido como Flash House e que não tem nada a ver com o tipo de música que tem o mesmo nome e que toca hoje em dia.

O House foi uma libertação para nós adolescentes  e foi a porta de entrada para as primeiras baladas liberadas em doses homeopáticas pelos pais, os primeiros beijos e namoradas.

Tudo bem que nem sempre se ouvia coisa boa, mas o que valia a pena era o momento.

Das coisas ruins, posso citar Vanilla Ice com a sua “Ice Ice Baby” sampleando a clássica “Under Pressure”  de  1981 e tocada pelo Queen juntamente com David Bowie. Um clássico agredido sem dó.

Mas Deus foi generoso com a gente e nos presenteou, na época, com muita coisa boa como é o caso de Konkan com o disco Move to move de 1989 e que traz clássicos como I Beg Your Pardon, Harry Houdini e Move to Move. Já no segundo disco, de nome Syntonic, atenção especial para a música “Liberty!”

Outra banda que acredito ser a marca registrada do House foi o Technotronic. Grupo da Bélgica que estourou com a música Pump Up the Jam que depois fez com que o House também ficasse conhecido como “Pump up” e outra música bem bacana que foi The beat is Technotronic.

Mas o House não sobreviveu só disso,  outro grupo que marcou seu território foi o Bomb the Bass, famoso aqui em São Paulo por ser a trilha de abertura do programa Clip Trip da Gazeta nos anos 80 e famoso também pela genialidade de sua música como Beat Dis e Don’t make me wait, ambas do álbum Into the Dragon.

Esta história não para por aí. Para que o post não fique chato de ler, darei continuação neste tema porque existe muita coisa boa e que deve ser lembrada.

Dica do dia: Bomb the Bass, Konkan e se aguentar, Vanilla Ice.

5 Comentários mais...

MPB

Publicado por Culturando em Fev 02, 2009, em Sem categoria

Atendendo ao pedido do meu amigo Pova,  vou escrever a respeito de MPB, ou  melhor,  ao início de uma, que para mim é uma revolução na música popular  brasileira.

 Os festivais nasceram na década de 60 e as finais eram verdadeiros espetáculos  e comparados às finais de campeonatos de futebol.

Foram nesses festivais que muitos figurões da MPB surgiram, como é o caso de Elis Regina, Chico Buarque, Milton Nascimento, Djavan entre outros.

A Tv Record foi a pioneira, seguida pela Globo com o seu famos Festival internacional da canção e posteriormente por outros outros como o Festival da MPB de 1966 que curiosamente teve o primeiro empate entre duas músicas: A Banda de Chico Buarque e Disparada, com Jair Rodrigues.

Para se ter uma idéia, até mesmo o Pelé, em 1968, tentou participar do Festival O Brasil canta, mas a sua música não foi selecionada para participar. Vai jogar bola, rapaz!

Outra curiosidade aconteceu no ano de 1982 quando um tal de Eduardo Dusek, alegando ter sido aconselhado por uma personagem da novela  Sétimo sentido e interpretada por Regina Duarte, mudou no último momento e cantou, aquele que seria seu maior sucesso,  Barrados no Baile, juntamente com o grupo João Penca e seus Miquinhos Amestrados e que vocês já sabem o que aconteceu com eles.

Outro capítulo a parte foram as famosas vaias que não perdoaram figurões como Nana Caymmi em 1966, Caetano Veloso que cantou junto com os Mutantes (Tropicália?) a música É proibido proibir e que acabou causando indignação em Caetano e que fez um famoso discurso que para mim foi puramente uma mensagem contra o regime político.

Em 1967 o vilão comeu solto, literalmente, com o cantor e compositor Sérgio Ricardo que não conseguiu cantar a música “Beto bom de bola”. “P” da vida com as vaias, ele arremessou o instrumento contra o público marcando umas das cenas mais trash dos festivais.

Dica da vez: Mutantes. Muito Mutantes e  Elis Regina, 

1 Comentário mais...

Um punk rock para agitar

Publicado por Culturando em Jan 30, 2009, em Sem categoria

  A nova campanha da Coca, diga-se de passagem, muito bem bolada e bastante  criativa, nos presenteou com uma trilha simplesmente maravilhosa e que nunca     enjoa.

 Estou falando dos Ramones, que na campanha está tocando “What a wonderful  World” que ficou imortalizada através de Louis Armstrong e que faz parte de  uma “porrada” de covers feitos pela banda.  
 Mas voltando um pouco,  os Ramones surgiram em 1974 em Nova York e  tinham como base uma música mais simples, poucos acordes (na maioria das vezes três) e letras bacanas.
Com o passar dos anos a banda foi formando uma legião de admiradores encantados com as músicas, a força do som e  as características performances da banda.
E olha que não que se tratava de shows com iluminação “top”, laser e etc.
Os shows eram simples e na “rotação 78″, pé lá embaixo, mesmo!
Não havia intervalo entre as músicas que eram grudadas por um “- One, two, three, four” de Joey Ramone. Adrenalina pura e que marcou as apresentações da banda pelo mundo inteiro.
Graça as Deus o Brasil foi abençoado com a presença da banda nos anos de 1987, 91, 92, 94 e 96 sendo São Paulo a cidade felizarda com cerca de 11 shows no decorrer desses anos.
Aliás, há uma história de que a banda considera os shows do Brasil os melhores que eles já fizeram. Ponto prá gente!
Mas, infelizmente como ocorreu com muita coisa boa na música, banda fechou as portas no ano de 1996 e em 2001 perdemos Joey em decorrência de um câncer, o que definitivamente sacramenta o fim da banda.

Fica aí a dica: Qualquer disco do Ramones é bom. Porém para quem quer apenas conhecer, indico o disco ao vivo Loco live, de 1991, gravado em Barcelona durante a turnê Brain Drain.
                                                          
1 Comentário mais...

Um jogo de dominós

Publicado por Culturando em Jan 26, 2009, em Sem categoria

 Este final de semana eu estava numa boa loja de CDs e para a minha surpresa  encontrei uma coisa muito boa e que com certeza vale a pena ter na estante de  CDs.

 Encontrei um CD do Fats Domino .

 Para quem não sabe,  eu poderia dizer que se o Elvis é o rei do Rock, Fats  Domino briga pela paternidade do nosso velho e amigo Rock juntamente com mais uma turma onde seria preciso fazer um teste de paternidade para saber que é o pai da criança,  como é o caso de Bill Haley, Chuck Berry, Little Richard e até Johnny Cash.

Bill Haley foi o primeiro superstar do Rock and Roll, juntamente com sua banda, Comets.

Em 1953 ele, Bill,  já estava fazendo um sucesso danado quando em  1954 encontrou sua mina de ouro e que se tornaria seu maior sucesso “Rock Around the Cloock”, música que, diga-se de passagem, não quis ser gravada pela sua primeira gravadora, a Essex que não demonstrou interesse. Que coisa…

Mas voltando ao Fats, ele já fazia sucesso em 1949 (!)  nas paradas de R&B,, porém a música “Ain’t  That a Shame” de 1955 fez  primeiro negro de R&B a vencer a barreira do Rock. Depois disso teve uma carreira bem sucedida emplacando muitos outros sucessos nas paradas da época.

Depois disso, os negros começaram a invadir a área do Rock, como é o caso de Chuck Berry, The Platers e Little Richard.

Com toda a certeza Fats Domino foi o  percussor  na entrada da música negra no Rock.

Dica do dia: Procure pelos pais do Rock que citei acima.

Deixe um Comentário mais...

O início de uma era

Publicado por Culturando em Jan 22, 2009, em Sem categoria

Em agosto de 1985 aparecia nas bancas o que para mim foi uma importante, senão a mais importante revista  direcionada ao público jovem e faminto de música. No final da década de 70 e início de 80, o jovem já estava meio enjoado com as músicas de protestos que invadiam as rádios e precisavam dar uma reformulada nessa área.

Para mim a década de 80 foi a abertura dos portões do nosso rock nacional.

Nascia a Bizz. Revista da editora Abril que trazia na sua primeira edição e na capa o anúncio de uma matéria sobre o Bruce Springsteen, chamado como o herói do rock americano, uma matéria sobre a Madonna, Gilberto Gil e Rita Lee. Figuras carimbadas na década de 80.

Mas algumas coisas curiosas na edição hoje beiram o engraçado.

Logo de cara, o primeiro anúncio é sobre o surgimento do compact disc, vulgo CD e o que é incrível: Já com 500 títulos disponíveis!

Ao lado,  o não menos importante vinil e algumas cassetes da Polygram. Bacana…

Esta primeira edição também trouxe o Trailer disc. Um compacto com trechos de músicas do Talking Heads com a música The Lady don’t  Mind, Gang 90 do saudoso Julio Barroso com a música Rosas e Tigres e Harppia, banda de Heavy paulista, porrada pura, disco para ser ouvido em 78 rotações com a música Salen. Eu tenho este disco…

                                                        

Alguns lançamentos na época fizeram história, como é o caso do disco do Talking Heads, Litle Creatures, Ira! com  Mudança de comportamento e o  RPM com Revoluções por Minuto que vem com uma ótima crítica e em posição de destaque.

Destaque também para a TV Trendset Phlips. TV  estéreo que tinham caixas acústicas que podiam ser separadas do aparelho e que custava Cr$ 4.000.000,00.

E para concretizar e iniciar uma tradição da revista temos as letras traduzidas,  que nesta edição era Tears for Fears com Everybody Wants to Role The World

1 Comentário mais...

Algumas considerações

Publicado por Culturando em Jan 20, 2009, em Sem categoria

Gostaria de fazer algumas considerações a respeito do meu último post a respeito das músicas em MP3.

Não sou muito a favor das músicas gratuitas através da internet, principalmente trabalhos recentes, pois imagino o quanto é difícil trabalhar em um projeto e acabar vendo o seu “filho” sendo vendido em qualquer lugar por aí.
O sentimento de frustação deve ser bem grande.
Mas não podemos esconder os fatos e por mais errado que eu possa ser, tenho comigo que o formato MP3
é uma facildade, infelizmente.
Continuo condenando a indústria da música que poderia ter evitado, ou melhor, amenizado esta atual situação.
Enquanto isso, as pessoas continuarão usando e abusando da ferramenta MP3 para obter as coisas.
Se o Brasil facilitasse o acesso às coisas mais antigas, aos trabalhos que nunca sairam em CD as coisas seriam melhores e não estaríamos chorando pelo leite derramado.
Fica aí a minha última consideração a respeito do assunto.
Deixe um Comentário mais...

Publicado por Culturando em Jan 18, 2009, em Sem categoria

Hoje em dia, diante da facilidade que temos a praticamente tudo,  poderíamos entender que a pirataria é fruto de nós mesmos?

Atualmente a pirataria impera no mundo da música o que faz muita gente não dormir tranquila, mesmo porque precisa pagar o leite das crianças.

Mas sejamos francos: Com os preços que estão vendendo um CD original e diante da condição do povo que temos no país, não estamos fora de uma realidade?

Eu sou uma pessoa que coleciono CDs de música e por isso compro originais, mas tenho que fazer aqui a minha reclamação sobre os preços. CDs por R$ 35,00 ou até R$ 40,00 quando não mais caros, não tem que agüente!

É por isso que temos uma barraquinha de CD em cada esquina do país. Lá um CD vale cerca de R$ 3,00 e olha que estou falando do valor mais alto. Se procurar acha até por R$ 1,00. Eu já vi.

A indústria, para amenizar o prejuízo, barateou o custo do CD e hoje vende alguns títulos originais a cerca de R$ 14,00. Capa simples de papel. Nada de capas rígidas e isso vale agora para os DVDs. Muitos títulos também com caixinha de papel e finas.

Para piorar, ou não, depende do ponto de vista, existe o MP3 e que você acha em qualquer lugar da internet. Tá nos programas, tá no Orkut, está onde você quiser. Basta digitar o nome que você quer e em segundos acesso a todo o trabalho e basta apertar o botão e em minutos o seu HD recepciona tudo e de graça.

Com relação ao MP3, entendo o quanto pode ser prejudicial para o artista, mas uma coisa boa ele tem e vou dizer agora:

Sabe aquele álbum que você tanto quer e que hoje está fora de catálogo? Aquele disco de 1974. Nem saiu em CD? Aquela banda que foi engolida pela indústria do enlatado comercial e que sua obra hoje se resume a discos de vinil?

Pois é! Como conseguir estas coisas?

MP3, meu caro!

 

O que a indústria tem a dizer sobre isso?

Para quem gosta de música existe uma falta grande de trabalhos que não foram lançados em CD e que hoje para alguns é item raro e que de alguma forma quer ter nas mãos.

 

Posso estar enganado, mas uma coisa que percebi é que em outros países os catálogos são maiores. Se acham coisas antigas sem se preocupar muito.

O Brasil é muito dinâmico nesse sentido, e quando uma coisa já não vale mais para eles, mudam as coisas da noite para o dia e a gente que fique atrás.

Mas aí a gente vai atrás do MP3 e está tudo resolvido.

Esta situação que vimos hoje, na minha opinião, é fruto de uma desorganização da indústria da música. Custo alto, preço alto por outro lado, custo baixo, e música de graça.

Deixe um Comentário mais...